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Glossário · Futuro

Cone de futuros

Definição

Cone de futuros é o modelo visual que organiza os futuros em camadas, possíveis, plausíveis, prováveis e preferíveis, a partir do presente, usado em foresight para ampliar a imaginação estratégica, separar o provável do desejável e ajudar líderes a discutir com clareza qual futuro esperam e qual futuro querem construir.

Também conhecido como:
  • Futures cone
  • Cone de plausibilidade
  • Cone of plausibility
  • Cone dos futuros
Cluster
Futuro
Classificação
Método
Nível
Intermediário

O que é cone de futuros?

O cone de futuros é um diagrama simples: o presente fica na ponta e, à medida que o tempo avança, o cone se abre. Quanto mais distante o horizonte, maior o leque de futuros possíveis. Dentro do cone, faixas concêntricas separam diferentes tipos de futuro.

A versão mais citada foi publicada por Joseph Voros em 2003, a partir de um diagrama anterior de Trevor Hancock e Clement Bezold. Hoje, o modelo é usado em cursos de foresight, oficinas de estratégia e projetos de design especulativo.

O valor do cone está em mostrar que o futuro provável, aquele em que a maior parte dos planos se baseia, é apenas uma fatia estreita de tudo o que pode acontecer.

Como funciona na prática?

As camadas mais usadas são:

Camada Pergunta Uso
Possível O que pode acontecer? Ampliar a imaginação
Plausível O que faz sentido com o que sabemos? Construir cenários
Provável O que tende a acontecer se nada mudar? Planejamento convencional
Preferível O que queremos que aconteça? Visão e backcasting

Numa oficina, a equipe começa pelo provável, porque é o que todos já pensam. Depois abre o cone para o plausível e o possível, com apoio de sinais fracos e de cisnes negros imaginados. Por fim, define o preferível e discute o que fazer para aproximar o futuro desejado.

Cone de futuros vs cenários de futuro: qual a diferença?

O cone é um mapa de tipos de futuro. Os cenários de futuro são narrativas específicas construídas dentro desse mapa, quase sempre na faixa plausível. O cone ajuda a decidir onde procurar; os cenários descrevem o que foi encontrado.

Exemplos

  • Um comitê de estratégia percebe que todo o plano de cinco anos está na faixa do provável e reserva uma sessão para explorar futuros plausíveis.
  • Uma equipe de produto usa a faixa do preferível para descrever a experiência ideal do cliente e depois volta ao presente com backcasting.
  • Uma escola usa o cone para conversar com alunos sobre carreiras, mostrando que mais de um caminho é possível.

Erros comuns

  • Tratar o provável como inevitável.
  • Misturar o preferível com o provável, chamando desejo de previsão.
  • Ficar no possível e nunca voltar para decisões concretas.

Por que importa para líderes e empresas?

Boa parte dos erros estratégicos nasce de planejar só para o futuro provável. O cone de futuros dá à liderança uma linguagem rápida para perceber esse viés e abrir a conversa sem perder o rigor. Em uma reunião, basta perguntar: em que faixa do cone está este plano?

Perguntas frequentes

Quais são os tipos de futuro no cone de futuros?

A versão mais difundida descreve futuros possíveis, que podem acontecer; plausíveis, que fazem sentido com o conhecimento atual; prováveis, que tendem a acontecer se as tendências continuarem; e preferíveis, que alguém deseja que aconteçam. Algumas versões acrescentam os futuros absurdos, que parecem impossíveis hoje, e o futuro projetado, a linha reta.

Quem criou o cone de futuros?

O modelo reúne contribuições de vários estudiosos de futuro do fim do século 20. A versão mais citada hoje foi publicada pelo pesquisador Joseph Voros, em 2003, que adaptou um diagrama anterior de Trevor Hancock e Clement Bezold. Desde então, o cone virou ferramenta comum em cursos e oficinas de foresight.

Para que serve o cone de futuros?

O cone serve para ampliar e organizar a conversa sobre o futuro. Ele mostra que o futuro provável é só uma fatia do que pode acontecer, ajuda a equipe a explorar alternativas plausíveis e separa a análise do desejo. Assim, a liderança discute com mais clareza o que espera, o que teme e o que quer construir.

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