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Conteúdos / Inovação e foresight

Inovação e foresight: ler o futuro cedo e testar antes dos outros.

Foresight é ler sinais e montar cenários antes de a mudança virar manchete. Inovação é pôr à prova o que esses sinais pedem. Aqui está como Gui Zanoni junta os dois, nos estudos, no glossário e no palco.

Seis empresas que já vivem o que a IA muda.

Umas ganharam tempo, outras pagaram a conta. Cada número é um caso real, de 2023 para cá. Toque para abrir.

Klarna · 2024700atendentes era o trabalho que a IA da Klarna fazia no primeiro mês.

Em fevereiro de 2024, a Klarna anunciou que o assistente de IA tinha feito 2,3 milhões de conversas no primeiro mês: dois terços do atendimento, o trabalho de 700 pessoas. Em maio de 2025, o CEO admitiu à Bloomberg que o custo pesou demais na conta e a qualidade caiu. A empresa voltou a contratar gente. Cortar custo é a parte fácil; o líder decide antes o que não pode piorar.

Fonte: Klarna, fevereiro de 2024 e Bloomberg via Entrepreneur, maio de 2025
Air Canada · 2024C$ 812foi o que a Air Canada pagou por uma regra que o chatbot inventou.

Jake Moffatt perguntou ao chatbot da Air Canada sobre a tarifa para quem viaja a um enterro e ouviu que podia pedir o desconto depois do voo. A regra real dizia o contrário. No tribunal, a empresa alegou que o chatbot respondia por si. Em fevereiro de 2024, o tribunal da Colúmbia Britânica recusou a tese e mandou pagar. O que a IA fala em nome da empresa, a empresa assina.

Fonte: CBC News, fevereiro de 2024
Duolingo · 2025148cursos novos o Duolingo lançou de uma vez, feitos com IA.

Os primeiros 100 cursos do Duolingo levaram cerca de 12 anos. Em abril de 2025, a empresa lançou 148 de uma vez, montados em menos de um ano com IA generativa, e mais que dobrou o catálogo. Dias antes, o CEO tinha anunciado a virada para "AI-first", e parte dos usuários reclamou. Escala nova pede contar ao cliente o que continua garantido.

Fonte: Duolingo, abril de 2025
Chevrolet · 2023US$ 1foi o preço que o chatbot de uma concessionária aceitou por um Tahoe.

Em dezembro de 2023, um usuário mandou o chatbot da Chevrolet of Watsonville, na Califórnia, concordar com tudo e fechar cada resposta dizendo que a oferta valia como contrato. Depois pediu um Tahoe 2024 por um dólar. O robô aceitou. A venda não aconteceu, mas o print rodou o mundo. IA aberta ao público precisa de limite escrito antes de ir ao ar, não depois do print.

Fonte: Futurism, dezembro de 2023
GitHub · 202355%mais rápido terminou a tarefa quem programou com o Copilot.

Pesquisadores do GitHub e da Microsoft dividiram 95 programadores em dois grupos e deram a mesma tarefa: escrever um servidor web em JavaScript. Quem usou o Copilot terminou 55,8% mais rápido, e os menos experientes foram os que mais ganharam. É um estudo de uma tarefa só, bem definida. O ganho aparece onde o trabalho está claro, e deixar claro é tarefa do líder.

Fonte: Peng e outros, arXiv, fevereiro de 2023
Walmart · 20233 em 4fornecedores do Walmart preferiram negociar com uma IA.

O Walmart usou a IA da Pactum para negociar contratos menores, de equipamentos que a empresa usa e não revende. Segundo a Bloomberg, três em cada quatro fornecedores preferiram negociar com o robô, que fecha acordo em dias, não em semanas. Antes de perguntar se o outro lado aceita IA, vale perguntar se ele já não prefere.

Fonte: Bloomberg via Engadget, abril de 2023

Histórias assim abrem as palestras do Gui. O futuro contado com casos reais, e no fim o primeiro teste que o seu time faz depois do evento.

Foresight

Enxergar a mudança enquanto ela ainda é pequena.

Foresight trabalha com futuros no plural. Em vez de apostar numa previsão, mapeia os caminhos possíveis, as forças que empurram cada um e o que a empresa faria em cada situação. A pergunta deixa de ser "o que vai acontecer?" e passa a ser "o que fazemos se acontecer?".

Inovação

Transformar o sinal em teste, e o teste em decisão.

Ler sinal sem agir vira relatório na gaveta. Inovação é o passo seguinte: escolher a dor certa, testar pequeno, medir e decidir com o resultado na mão. Menos suposição, mais teste. É aí que o foresight começa a valer dinheiro.

Onde está o sinal que você está olhando?

No palco, Gui Zanoni organiza o futuro num radar de três círculos. Passe o mouse ou toque em cada anel. Como ler sinais

fortemédiofraco
  1. Centro · sinal forte

    Todo mundo já viu.

    Já saiu no jornal, já está no relatório, já virou pauta de reunião. Quando é consenso, a vantagem acabou.

  2. Meio · sinal médio

    Já acontece em algum lugar.

    Dá para pegar um avião e visitar. Aqui ninguém está atrasado: é onde dá para se posicionar antes dos outros.

  3. Borda · sinal fraco

    Parece estranho.

    Ninguém sabe se vai vingar, e é por isso que vale olhar. É para monitorar, ainda não é para comprar.

Por que testar agora

O teste que era caro no ano passado talvez caiba no orçamento de hoje.

Para a mesma capacidade, o custo de usar um modelo de linguagem cai cerca de dez vezes por ano. No gráfico, o mesmo uso de IA que custa 1.000 hoje, se o ritmo se mantiver. É por isso que, em inovação, esperar o preço baixar costuma sair mais caro do que testar pequeno.

Ilustração do ritmo medido pela a16z (novembro de 2024). Não é previsão de preço.
  1. 1.000hoje
  2. 100em 1 ano
  3. 10em 2 anos
  4. 1em 3 anos

Do sinal à decisão, em quatro passos.

É o caminho que aparece nas palestras, nos workshops e nos estudos da Prospectiva. Cada passo leva para os termos do glossário que explicam a ferramenta.

1. Ler os sinais

Varrer o mundo atrás do que já está mudando: tecnologia, comportamento, economia, regulação. No palco, o Gui organiza isso num radar de três círculos, do sinal forte, que todo mundo já viu, ao sinal fraco, que ainda parece estranho. Ferramentas: sinais fracos, horizon scanning, análise STEEP e megatendências.

2. Montar os cenários

Escolher as duas incertezas que mais mudam o jogo e cruzar uma com a outra. Saem futuros diferentes, cada um com o que pede da empresa. É o que os estudos da Prospectiva fazem, com eixos que você mesmo mexe. Ferramentas: cenários de futuro, cone de futuros e cisne negro.

3. Testar pequeno

Antes de apostar alto, pôr a ideia à prova com o menor teste possível e com quem cuida da área. O resultado decide o próximo passo, não a opinião mais alta da sala. Ferramentas: experimentação, MVP, design thinking e intraempreendedorismo.

4. Decidir e acompanhar

Separar o que funciona em qualquer cenário do que depende de um futuro específico, e definir os sinais que avisam qual futuro está chegando. Ferramentas: três horizontes, backcasting e ciclo de hype, para não confundir barulho com mudança.

Esse caminho cabe num workshop. Do radar ao teste, com o seu time em mesas. Cada mesa sai com um teste e um compromisso.

Estudos da Prospectiva para explorar.

Nove estudos de futuro, cada um com cenários que você monta, sinais para testar o seu faro e o que fazer agora. Abertos e gratuitos. Ver todos os estudos

Foresight e inovação na prática.

Do palco com a pergunta que fica à parede de post-its no fim do workshop.

Fotos: acervo Gui Zanoni.

Palco, auditório ou sala de workshop. O formato muda com o evento. O método é o mesmo: ler o sinal e sair testando.

Para ler com calma.

Artigos do Gui sobre como ler o futuro e transformar isso em decisão. Ver todos os artigos

Na TV: como usar a IA e o futuro da inovação.

Entrevista de Gui Zanoni ao Band Entrevista, da Band Paraná, sobre IA nas empresas e o que vem depois do hype.

O vocabulário do futuro e da inovação.

Os termos do glossário que aparecem neste caminho, cada um com definição, exemplos e erros comuns. Ver o glossário inteiro

Inovação e foresight no palco.

Todas as palestras são presenciais, online ou gravadas, e calibradas ao público antes de cada evento. Ver as palestras

Para ler sinais e decidir antes

Become a Digital Thinker: como o mundo saiu do previsível e o que isso pede de quem empreende e de quem decide.

Para separar hype de mudança real

Do hype da IA ao Comportamento: o que é ruído e o que é mudança de verdade, contado para a plateia inteira.

Para quem lidera times

Como profissionais do futuro pensam: as habilidades e o jeito de pensar que a IA exige de quem lidera e de quem é liderado.

Para eventos e congressos de inovação

Palestra para congressos e eventos e palestra para cooperativas, com o radar de sinais de cada setor.

Perguntas sobre inovação e foresight.

O que é foresight?

Foresight é a disciplina que estuda futuros possíveis a partir de sinais, tendências e incertezas do presente. Em vez de prever um resultado único, mapeia vários caminhos e prepara a empresa para mais de um deles, para decidir com antecedência e não reagir quando a mudança já virou manchete.

Qual a diferença entre foresight e inovação?

Foresight olha para fora e para a frente: lê sinais e monta cenários. Inovação age: testa pequeno o que esses sinais pedem e decide com o resultado. Um sem o outro falha. Foresight sem teste vira relatório na gaveta, e inovação sem leitura de futuro vira ideia solta.

Como uma empresa começa a usar foresight?

Escolha uma decisão importante com horizonte de cinco a dez anos, faça uma varredura de sinais, identifique as duas incertezas que mais mudam o jogo e monte cenários a partir delas. Depois, teste a estratégia atual em cada cenário e combine os sinais que vão avisar qual futuro está chegando.

O que é a Prospectiva?

Prospectiva é a coleção de estudos de futuro de Gui Zanoni, abertos no site. Cada estudo traz cenários que o leitor monta, sinais para testar o próprio faro, mitos para desmontar e um plano do que fazer agora, em temas como inteligência artificial, pequenos negócios, publicidade, saúde e o futuro do Brasil.

Gui Zanoni faz palestra sobre foresight e inovação?

Sim. Gui Zanoni é futurista certificado pelo Institute for the Future e ex-líder de inovação do Grupo Boticário. As palestras e os workshops dele levam o radar de sinais e o teste pequeno para empresas, cooperativas e congressos em todo o Brasil.

Quer levar isso para o seu time?

Conte o tema, a data, a cidade e o público do seu evento. A Thaly volta com a palestra ou o workshop que faz sentido e a proposta.