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Glossário · Futuro

Três horizontes

Definição

Três horizontes é o modelo que organiza a mudança em três camadas de tempo, o negócio atual, a transição e o futuro emergente, usado em foresight e inovação para equilibrar o desempenho de hoje com as apostas de amanhã e conduzir a transformação sem abandonar o que ainda sustenta a empresa.

Também conhecido como:
  • Three Horizons
  • Modelo dos três horizontes
  • Três horizontes da inovação
  • Three Horizons framework
Cluster
Futuro
Classificação
Método
Nível
Intermediário

O que são três horizontes?

Três horizontes é um modelo visual para pensar a mudança ao longo do tempo. O primeiro horizonte representa o jeito atual de fazer as coisas, que sustenta o resultado de hoje, mas perde força. O terceiro horizonte é o futuro emergente, que hoje aparece apenas em sinais e experimentos. O segundo horizonte é a zona de transição, onde as inovações disputam espaço.

Existem duas versões conhecidas. A primeira, de crescimento empresarial, ficou famosa com o livro The Alchemy of Growth, escrito por consultores da McKinsey e publicado em 1999. A segunda, de foresight, foi desenvolvida por Bill Sharpe e colegas do International Futures Forum e descreve como sistemas inteiros passam de um padrão para outro.

As duas versões compartilham a mesma lição: a empresa precisa cuidar do presente e construir o futuro ao mesmo tempo, com lógicas de gestão diferentes para cada horizonte.

Como funciona na prática?

Na versão de portfólio:

  • Horizonte 1: negócio principal. Métricas de eficiência, margem e participação de mercado.
  • Horizonte 2: negócios emergentes que já têm clientes. Métricas de crescimento e aprendizado.
  • Horizonte 3: opções de futuro, como pesquisas, pilotos e participações em startups. Métricas de aprendizado e marcos técnicos.

Na versão de foresight, a equipe desenha as três curvas em um gráfico e conversa sobre cada uma: o que está em declínio no primeiro horizonte, quais sinais fracos mostram o terceiro e quais inovações do segundo levam de fato ao futuro desejado, em vez de só prolongar o presente. O backcasting ajuda a traçar a rota até o terceiro horizonte.

Três horizontes vs inovação disruptiva: qual a diferença?

A inovação disruptiva descreve um tipo de mudança de mercado. Os três horizontes são uma ferramenta de gestão para organizar a resposta a mudanças de qualquer tipo. Uma disrupção costuma nascer no terceiro horizonte de alguém e atacar o primeiro horizonte de outro.

Exemplos

  • Um banco coloca a agência e o crédito tradicional no primeiro horizonte, o aplicativo e o crédito digital no segundo e pagamentos com IA e finanças embarcadas no terceiro.
  • Uma indústria reserva parte do orçamento de inovação corporativa para o terceiro horizonte, com metas de aprendizado em vez de receita.
  • Uma prefeitura usa a versão de foresight para conversar sobre a transição da mobilidade urbana com vários atores.

Erros comuns

  • Cobrar retorno de curto prazo de projetos do terceiro horizonte.
  • Colocar todo o orçamento de inovação em melhorias do primeiro horizonte.
  • Tratar todo o segundo horizonte como inovação, quando parte dele apenas estende o modelo antigo.
  • Confundir as duas versões do modelo.

Por que importa para líderes e empresas?

Líderes vivem a tensão entre bater a meta do trimestre e preparar a empresa para a próxima década. O modelo dos três horizontes dá linguagem comum para essa tensão e ajuda a defender orçamento, tempo e métricas próprias para o futuro, sem negligenciar o negócio que paga as contas hoje.

Perguntas frequentes

Quais são os três horizontes da inovação?

No modelo de crescimento divulgado por consultores da McKinsey, o horizonte 1 defende e amplia o negócio principal, o horizonte 2 desenvolve negócios emergentes e o horizonte 3 cria opções para o futuro, como pesquisas e pilotos. A recomendação é investir nos três ao mesmo tempo, com metas e métricas diferentes para cada um.

Qual a diferença entre o modelo da McKinsey e o de Bill Sharpe?

O modelo ligado à McKinsey é de portfólio: distribui investimento entre negócio atual, negócios emergentes e opções futuras. O modelo de Bill Sharpe é de foresight: descreve o sistema atual em declínio, o futuro emergente em crescimento e a zona de transição entre eles. Os dois usam três horizontes, mas respondem perguntas diferentes.

Como usar o modelo dos três horizontes em uma empresa?

Desenhe o primeiro horizonte com o que sustenta o negócio hoje e seus sinais de desgaste. No terceiro, descreva o futuro desejado e os sinais que já apontam para ele. No segundo, liste as inovações de transição e avalie quais levam de fato ao terceiro horizonte e quais só prolongam o primeiro.

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